31 de maio de 2014

Textos #1- "Eu?"

(imagem encontrada aqui :3)

Olá pessoal, hoje trago-vos uma nova rubrica aqui do blog que vai ter como foco principal textos escritos por mim, se bem que de vez em quando, poderei trazer textos de outros autores de que eu tenha gostado bastante.
Vamos?

Todas as vezes que eu saio à rua encontro um mundo novo. Seja pelas pessoas, pelos passeios, pelas nuvens ou por qualquer motivo que eu desconheça. É difícil estarmos habituados a alguma coisa quando ela está sempre a mudar, certo?
Depois chego a casa e é sempre igual, a diferença que encontrei na rua, torna-se na igualdade que encontro quando chego a casa e o cansaço por causa da correria do dia caí-me em cima como um peso que não consigo suportar. A diferença espaço-tempo, as coisas que fiz e que quero fazer, unem-se e tornam-se incapazes de se distanciar mas no fundo elas são divergentes, são concorrentes, são opostas.
O mundo parece não ser capaz de lidar com a minha presença, mas eu percebo e eu gosto disso, gosto de passar despercebido e apreciar a vida, porque a vida é bela, a vida é maravilhosa e é fantástica!
As pessoas não são más, elas são incapazes de lidar com o mundo, e o mundo anda atrás delas a tentar prendê-las, a tentar fazer com que elas aprendam. Já as pessoas boas, essas compreendem o mundo e sabem vê-lo de uma forma que ainda é desconhecida por muitos. Mas essa forma é a pequena fórmula que torna tudo possível.

E pronto, decidi colocar este texto em primeiro porque tinha-o no computador à algum tempo e então decidi aproveitar. Acho que não tenho muito jeito para escrever mas por vezes tenho umas explosões na minha mente e tenho que a transferir para palavras escritas.

Quero agradecer por todos os comentários que tenho recebido, vou tentar responder a todos assim que possível, obrigado e até ao próximo post!

29 de maio de 2014

Teatro- Um amor incondicional

                                                      (imagem encontrada aqui)
Olá pessoas navegantes da internet! Antes de continuarem a ler o post, fiquem a saber que estou muito feliz porque ganhei seguidores novos nos últimos 3 dias, so.. thanks >.<
Vamos ao post?

O meu primeiro contato com o teatro foi na primária, na 2º/3º classe. Lembro-me que a peça era "A Arca de Noé" e eu fazia de dálmata. Como sempre gostei de ler em voz alta e de participar, inscrevi-me logo quando a professora perguntou quem queria participar, sem saber muito bem no que me estava a meter já que na altura eu tinha uns 8 ou 9 anos e para mim fazer teatro era fazer novelas, por isso encarei aquela atividade como uma coisa normal.

Gostei imenso da experiência mas nunca chegou uma oportunidade para voltar a fazer aquilo até ao meu 6º ano quando tinha uns 11 anos e que fiz parte do grupo de teatro lá da escola (na altura já sabia o que era o teatro) e fiz uma peça baseada na história de amor entre D.Pedro e D.Inês onde interpretava o papel princípal. Foi aí que tudo despertou. No ano seguinte mudei de escola e até ao 10º ano (1º ano do ensino médio) fui fazendo o que eu chamo de "teatros de aula" que são pequenas peças de mais ou menos 5 minutos onde representamos para a nossa turma e professora (nada sério).

Tudo mudou quando uma amiga minha me avisou de um curso de atores que iria existir no ano passado e que iria decorrer numa companhia de teatro que fica perto de onde eu moro. Inscrevi-me sem pensar e paguei logo, aquela era uma oportunidade única e o meu ponto de partida para algo sério.
O curso decorreu durante um mês e como é uma companhia de teatro amador, quem quisesse podia integrar o elenco do teatro e eu quando acabei o curso fui logo à reunião de elenco no mês a seguir e inscrevi-me logo para uma das peças que iriam lançar.

A partir daí a minha vida no teatro tem disparado, em 1 ano estreei 1 peça da autoria do teatro onde fiz o curso, representei várias vezes essa peça ao longo deste trimestre de 2014, estreei uma peça onde desempenhei um dos papeis principais e vou repeti-la no próximo dia 7. Ah, esqueci-me, fui chamado para uma animação infantil que foi apresentada numa biblioteca aqui da zona e estou a planear entrar noutra peça que vai ser uma sequela da primeira aqui referida, chamada "Rituais da Terra".

O teatro é algo intensamente especial para mim e espero continuar a fazer parte deste pequeno grande mundo por muitos anos!

Obrigado por lerem o post :3


27 de maio de 2014

Exames e agora?

                                              (imagem encontrada aqui >.<)

Se vocês andam no ensino secundário (ensino médio no Brasil) sabem que estes 3 anos são recheados de provas que nos atormentam pois dependemos delas para entrarmos na faculdade que queremos.
Eu não sei em que ano do ensino médio é que os estudantes brasileiros realizam provas que envolvem estudar bastante e que contam para a entrada numa universidade (fora os testes/provas que temos regularmente) mas os portugueses têm exames deste cariz no 11º e no 12º ano (correspondente a segundo ano e terceiro ano do ensino médio).

Ora, eu Rodrigo Cotas, frequentei no último ano lectivo o 11º ano o que significa que para o mês que vem irei realizar dois exames (de Geografia e de Matemática aplicada às Ciências Sociais, uma vez que estou no curso de Línguas e Humanidades) e estava aterrorizado!

Como é que eu pretendo fazer? Basicamente vou considerar o tempo que dão para o estudo como um trabalho e como tal todos os trabalhos têm um horário e é isso que eu pretendo fazer. Dividir o meu dia de tal modo que tenha uma hora para almoço, uma hora para descançar e uma hora para parar.

Os exames vão ocorrer no final do mês que vem e eu vou entrar em fase de estudo (e portanto sem aulas!) daqui a uma semana e meia e portanto acredito que se estudar bastante e cumprir aquilo que estou a planear poderei obter uma nota bastante satisfatória!

Obrigado por lerem o post até ao fim e até amanhã c:

26 de maio de 2014

Mudança geral!




Boa noite pessoas que leem blogs e que vieram ler este post!
As pessoas que seguem o blog desde o início sabem que já passou por duas fases. A primeira foi o "Perturbações de um adolescente" e a seguir e como podem ver "O Rapaz dos 106 livros".
Na primeira fase, o blog falava sobre tudo em geral mas depois senti a necessidade de falar sobre uma das coisas que mais gosto que como devem saber são livros. Ora, foi essa necessidade que deu origem ao R106livros.
A minha vida nestes últimos meses tem decorrido de forma muito rápida e tudo se passa ao mesmo tempo e dado a esse facto eu mal tenho tempo para ler e por isso os livros e a minha vida literária ficaram muito para trás. Como não quero que o blog "morra" só porque eu e as minhas leituras estão de costas voltadas, decidi voltar mais uma vez a uma época em que o blog é essencialmente um espaço onde falo de tudo. É aí que vos falo da 3º fase do meu blog e que se vai chamar World & Thought (Mundo e Pensamento) porque vai ser exatamente isso. O World significa que o blog vai tratar assuntos de várias áreas, e o Pensamento significa que eu vou dar as minhas opiniões acerca dos assuntos que ocupam a minha maravilhosa mente.

Como devem conseguir perceber, o cabeçalho e o design global do blog ainda não foi mudado devido a problemas técnicos (o meu computador não quer funcionar corretamente) e portanto ainda só o link foi mudado.
Se estiverem interessados em acessar o blog diretamente podem fazê-lo através de: carrega aqui c:

Apesar de todas as mudanças que irão decorrer nos próximos dias (talvez semanas) o blog vai continuar a hospedar os posts antigos.

25 de janeiro de 2014

Crítica Literária- O Fim Da Inocência


                       Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional. 

Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.


Eu decidi requisitar este livro da minha biblioteca escolar, pois toda a gente da minha idade e até alguns adultos estavam loucos a falarem sobre ele. Queria saber o por que de tanta agitação sobre este livro.

Comecei a lê-lo mal saí da biblioteca e logo fui consumido pelo mundo real e verdadeiro da protagonista, Inês. Tenho de ressaltar que toda a história descrita neste livro é real.

O livro começa de uma maneira chocante e acaba de igual forma. Consumi este livro, talvez por ele ser tão cruel, tão verdadeiro, e passado quatro dias, ainda não tenho a certeza. Inês (nome fictício) descreve toda uma vida secreta, escondida dos pais, dos educadores, de toda a gente, menos daqueles que partilham do seu estilo de vida aterrador! Eu sou adolescente, tal como ela, e consegui ser surpreendido por tudo o que fez e o que provocou na sua vida, e que futuramente, com certeza será ou difícil de recordar, ou difícil de esquecer.

A maior parte deste livro fala sobre as relações sexuais, relações com a droga e com o álcool, e tudo é descrito sem qualquer ponta de afecto, talvez porque tudo aquilo que Inês viveu, também se deva à falta de afecto com que esta teve de lidar ao longo do seu crescimento. 

A frequente dúvida sobre este livro é: ''Devo dar a conhecer esta obra aos meus filhos?" "Deve, este livro estar numa biblioteca escolar?"
A minha opinião é sim para as duas perguntas! É óbvio que as crianças do ensino básico 7º/8º ano, não devem ler o livro, pois obviamente não possuem (regra geral) uma maturidade suficiente para compreender tudo aquilo que é dito no livro, no sentido que não seriam alertados pela mensagem que o livro transmite.
Já no caso de adolescentes a partir dos 14 anos por exemplo, eu considero extremamente necessária, a leitura desta obra porque já conseguem perceber e ser alertados pelo livro e pela sua história que afinal é de uma adolescente portuguesa.

A maior parte das vezes que temos acesso a material deste tipo (que transmite uma mensagem tão importante), são obras estrangeiras, e portanto, o leitor ou o destinatário da mensagem, sente-se distante da realidade que afinal está tão próxima, e como tal foi excelente o facto de ter sido publicado uma história, ainda por cima verdadeira, de uma adolescente portuguesa.

Ao longo do livro, somos premiados com um desenrolar chocante da vida desta rapariga, que fizeram uma professora minha ficar quase em choque, e que me fez a mim, não conseguir dormir durante uma noite!

Para finalizar, só me resta dizer que adorei este livro, porque transmite uma mensagem TÃO IMPORTANTE, que foi realmente fantástica a leitura da obra e que estou desejoso de ler o segundo livro, com uma história diferente, chocante, e também verdadeira!

21 de janeiro de 2014

As 6 perguntas literárias mais frequentes

Todas as vezes que as pessoas descobrem a minha obsessão por livros, fazem imensas perguntas e são a essas perguntas que eu hoje vou responder. No inicio ia responder a uma tag literária, mas não encontrei nenhuma que respondesse a estas perguntas directamente, então resolvi fazer eu as perguntas e a respostas.


1- Quantos livros tenho na minha estante?
Bem, acho que tenho uns 106! Talvez tenha poucos mais, mas é por volta disso e foi daí que nasceu o nome do blog.

2- Quantos livros pretendo ler este ano?
Sinceramente não sei muito bem quantos livros pretendo ler este ano. O ano passado não contei os livros que li, por isso não tenho a certeza de quantos conseguirei ler este ano. Talvez uns 50?

3- Uma coisa boa e uma coisa má em ser um leitor assíduo?
Uma coisa boa é com certeza o vocabulário que ganhamos, isso é definitivamente uma coisa boa e também o facto de ao ler um livro escaparmos de algo real e entrarmos num mundo melhor e mais perfeito. Uma coisa má é sem a menor dúvida, o dinheiro que se gasta. Eu gasto tanto dinheiro em livros, e quando entra um novo livro na minha wishlist eu até fico desesperado! Estou a tentar reduzir ao máximo porque ainda tenho muitos livros para ler na estante, mas até quando leio os livros da biblioteca tenho vontade de os comprar!

4-Quantos livros leio por mês em média?
Isso depende muito, existem meses em que leio dois, outros cinco e outros perco a conta! Depende muito se o livro me interessa. Por exemplo, este mês já estou no quarto livro, porque como deu para ver pelas críticas do blog, achei os livros fantásticos! Já estou a acabar o quarto e em breve haverá análise.

5- Livro preferido?
Neste momento, os meus livros preferidos são ''Os homens que odeiam as mulheres'' de Stieg Larsson e '' A rapariga das nove perucas'' de Sophie Van Der Stap.

6- Qual é o meu local preferido de leitura?
Eu prefiro ler na cama, sem sombra de dúvida pois gosto tanto de estar deitado, sentado, e em posições conhecidas por todos os leitores com o meu livrinho e a minha almofada. Não gosto muito de ler na escola, pois nunca estou em ''paz'' para ler e além disso não gosto de levar os livros na mochila pois ficam com as pontas dobradas. Se os livros forem da biblioteca levo-os para todo o sítio (com o devido cuidado, como é óbvio).

E foram estas as 6 perguntas mais frequentes, espero que tenham gostado. Comentem e aguardem a próxima análise literária, disponível em breve, aqui no Rapaz dos 106 Livros



19 de janeiro de 2014

Crítica Literária- Divergente

Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la.


Comecei a ler Divergente no último dia do ano e acabei-o no dia a seguir. No perturbado início do livro, fiquei um pouco reticente pois algumas coisas não davam para entender na medida em que existiam mudanças de atitude dos personagens a toda a hora, principalmente da protagonista, a Tris, e só vim a descobrir a razão quando descodificaram o significado de ser Divergente. Que apesar de ter muita vontade de vos contar, não o vou fazer.

Divergente começa com Beatrice a realizar um ato pouco vulgar na sua fação, ver-se ao espelho. Na cidade futurista de Chicago, a sociedade está dividida em cinco fações e isto porque há imenso tempo as pessoas condenavam diferentes razões - e todas verdadeiras- para a causa do estado do país/mundo. Quem culpava uma coisa, criava uma fação, quem culpava outra, criava outra fação e assim surgiram os cinco grupos. Os membros de cada fação são ''incentivados'' a agir consoante aquilo que cada fação considera como certo e como adequado e as suas maneiras de pensar e agir são moldadas de acordo com o grupo. 

Quando fazem 16 anos, os jovens são levados para uma cerimónia onde prestam provas e de acordo com os resultados os jovens decidem se querem permanecer na fação onde nasceram, ou ir para outra.  De seguida é realizado um processo de iniciação em cada fação, onde aqueles que não conseguem realizar corretamente todas as provas são tornados sem-facção (correspondente a sem-abrigo)

Pessoalmente eu adorei este livro, principalmente porque conseguimos assistir a um crescimento da personagem principal e porque ao longo do livro vamos descobrindo pormenores que nos deixam boquiabertos e foi isso que me fez ficar maravilhado com esta trilogia. 
Eu gosto de livros onde a pouco e pouco vamos descobrindo o significado das coisas, e onde vamos fazendo descobertas juntamente com a personagem, pois deixem-me dizer que nem a própria Beatrice sabia o que significava ser divergente. Acontece que muitas coisas acontecem durante o livro e portanto existe muita ação.

Ao contrário do que li em muitas análises, eu não consegui encontrar tantas semelhanças em Hunger Games e em Divergent, mas isso é só a minha opinião. Estou completamente arrasado e mal posso esperar pelo filme que penso que sai em Março. Quanto ao segundo livro, está na minha lista de leituras para 2014.